Todos os signos

Signos e séries

[James Gandolfini em Família Soprano]

O pessoal do departamento de marketing aqui do blog sugeriu que eu fizesse um post sobre signos e séries, juntando tudo de bom que tem na internet. Melhor que isso, só se fosse sobre signos, séries e gatos. Nem chego a tanto, mas andei reservando alguns instantes de ócio criativo para conceder prêmios imaginários a personagens de séries, pela representação de traços dos arquétipos do zodíaco em suas atuações. A lista está em construção, pode ter ajustes, e aceito críticas ou sugestões, mas no pé em que as coisas estão THE LUAS DE JÚPITER HERMES AWARDS GOES TO:

Áries

Nancy Botwin (Marie-Louise Parker, em Weeds). Faz o que precisa ser feito, é pioneira em seu campo de negócios, não fica esperando os outros resolverem o problema. Uma lutadora. Mas não que ela se importe com a minha ou a sua opinião.

Mas o prêmio principal pode ir também para a professora Rita Madsen (Mille Dinesen, em Rita). Independente, carismática, impulsiva. Não leva desaforo pra casa. Prefere tudo às claras. Vive metendo os pés pelas mãos.

Pensei em dar uma menção honrosa para Eleonor Shellstrop (Kristen Bell, em The Good Place). Fala palavrão, não tem paciência para a companhia dos humanos, mas acaba liderando o grupo. Seu par romântico, Chidi, é o típico libriano indeciso.

É claro que em Game of Thrones deve ter uns dois ou três guerreiros valorosos e sanguinários que mereceriam uma indicação também. Mas nunca me lembro do nome dos personagens de GoT. Pra resolver o problema, está criado o prêmio especial de elenco de Áries. Vai para Game of Thrones.

Touro

O prêmio principal vai para Earnest “Earn” Marks (Donald Glover, em Atlanta). Vive na pindaíba; o nome “Earn” só pode ser brincadeira. Mas tem no semblante aquela coisa taurínea que a gente não sabe se é serenidade, obstinação ou sarcasmo, e deve ser um pouco disso tudo ao mesmo tempo.

Já disse que em Touro dinheiro é uma questão, sobretudo pelo medo de faltar. Comida também. Junte isso à honestidade, à simplicidade, à constância, e premiamos também o Chaves (Roberto Bolaños, em El Chavo). Aquele humor que oferece segurança, com a repetição incessante das mesmas boas e velhas piadas.

Aliás, por falar em constância, a menção honrosa fica para Grey’s Anatomy. Pela persistência, pela perseverança, pela teimosia.

Gêmeos

A comédia em pé é território caracteristicamente geminiano, o raciocínio rápido também, e o prêmio vai para Miriam Maisel (Amy Sherman-Palladino, em The Marvelous Mrs. Maisel). Ou então para Jerry Seinfeld.  

Gêmeos é sobre comunicação, distribuição de informações, interceptação de informações. O prêmio de Melhor Série Geminiana vai para The Wire. O prêmio de Série Geminiana Também fica com Gossip Girl.

Câncer

Aqui não tem concorrência, o grande prêmio vai para Tony Soprano (James Gandolfini, em Família Soprano). Um homem de família, sensível, analisado, cheio que questões com a mãe. Chora quando morre o cavalo. Aprecia a vida no lar.  

Prêmio de participação especial para Mags Bennet (a personagem de Margo Martindale na segunda temporada de Justified). Mãezona e chefona de um clã de caipiras traficantes capangas. Aprecia a vida no trailer.

O prêmio especial de elenco por ora fica dividido entre Transparent, Modern Family e The Simpsons. E, sim, no meu entendimento o Homer é canceriano.

Leão

Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus, em Veep). Liderança e egocentrismo. Desde que existem reis e rainhas, felizmente existem atores e atrizes para nos mostrar como essas duas coisas juntas podem ser engraçadas.

Bojack Horseman (voz de Will Arnett, em Bojack Horseman). Egocentrismo e decadência. Desde que existem atores e atrizes, felizmente existem cavalos e éguas e outros animais para nos mostrar como essas duas coisas juntas podem ser engraçadas.

Prêmio de elenco para as meninas de Glow. Puro amor pelo palco, e pelo ringue.

Virgem

Dexter (Michael C. Hall, em Dexter). Limpo, metódico, organizado, como precisa ser em sua área de atividade. Todo serial killer é um virginiano em potencial. Ou seria o contrário?

Dr. Gregory House (Hugh Laurie, em House). Fiquei na dúvida se era aqui mesmo que o House entrava. Agradeço o eventual parecer do leitor. Escolhi Virgem porque tem a questão da atenção aos detalhes, da concentração no trabalho de diagnóstico. É verdade que ele não obedece a protocolo nenhum, apenas aos dele. Mas, sei lá, acho que o House é virginiano sim, e conheço virginianos que são um pouco que nem o House.

São virginianas também as rotinas do escritório e do ambiente de trabalho. Prêmio de elenco para The Office.

Libra

Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker, em Sex and the City). Vive ouvindo e dando conselhos pras amigas, é especialista em relacionamentos, mas o dela mesmo vive enrolado. Ainda assim, mantém a elegância.

Ou então Alicia Florrick (Julianna Margulies, em The Good Wife). Começa bem libriana, vai mostrando seu lado vingativo-escorpiônico, e a gente percebe que ele está lá, mas ela nunca atravessa completamente pro outro lado da força. Ou, quando atravessa, acaba tentando ainda assim equilibrar os pratos.

Não consegui decidir entre as duas. Fui tomado pelo arquétipo. O que eu queria mesmo era uma terceira alternativa para solucionar o problema. Conselhos? Sugestões?

Escorpião

Donald Draper (John Hamm, em Mad Men). Jeitão misterioso, tem um segredo no passado, já morreu uma vez. Trabalha mexendo com a cabeça das pessoas.

Concorre também a detetive Olivia Benson (Mariska Hargitai, em Law and Order: Special Victims Unity). Escorpião é o arquétipo dos indivíduos capazes de lidar com o lado mais obscuro do ser humano, como os investigadores de crimes sexuais.

Prêmio de série escorpiônica para Stranger Things, por reencenar na primeira temporada a abdução de Perséfone para o Hades. O “upside down” é definitivamente território de Escorpião.

Sagitário

Walter White (Bryan Cranston, em Breaking Bad). Mas o prêmio é na verdade para Heisenberg, o lendário mega-traficante que ele se tornou. Sagitário é sobre sair do ponto A e chegar em um ponto B completamente diferente. É também sobre excessos. Heisenberg é uma lenda jupiteriana.

Correndo por fora, temos Kimmy Schmidt (Ellie Kemper, em Unbreakable Kimmy Schimidt). Aquele entusiasmo e otimismo inquebrantáveis dos sagitarianos, às vezes insuportavelmente inquebrantáveis, mesmo depois de décadas vivendo em um bunker.

Porém aprendi que Sagitário pode ser tão pessimista quanto otimista – geralmente está em um dos extremos. É sagitariano o ambiente das seitas apocalípticas e das profecias alucinadas. O prêmio de série sagitariana vai para The Leftovers. Vejam, sobretudo a segunda temporada, que vale a pena.

Capricórnio

Eric “Coach” Taylor (Kyle Chandler, em Friday Night Lights). Paizão dedicado, profissional estimado, orgulho da cidade. Reapareceu interpretando um personagem semelhante em Bloodline, com a diferença que aí ele mostrou o que um capricorniano estressado é capaz de fazer.

Tem também ” El Profesor” (Álvaro Morte) de La Casa de Papel. Capaz de gerenciar um projeto de larga escala cuidando ao mesmo tempo do conjunto da operação e dos mínimos detalhes. Ambicioso, controlador e obstinado, mas com uns probleminhas emocionais.

Menção especial para Logan Roy (Brian Cox, em Succession). Fundador de um mega-conglomerado de empresas que, como Saturno, tem o hábito de engolir os filhos.

Aquário

Leslie Knope (Amy Poehler, em Parks and Recreation). Leslie tem características tauríneas e virginianas, mas sua empolgação com esforços coletivos em prol do bem público lhe rendeu a indicação nessa categoria.

Mas sabemos como Aquário também pode ser cerebral, frio e calculista. Quase não-humano. Ponto para Sheldon Cooper (Jim Parsons, em The Big Bang Theory).

E, para fazer justiça às potencialidades criminosas do arquétipo, proponho o prêmio especial de aquariano coadjuvante, concedido a Gus Fring (Giancarlo Sposito, em Breaking Bad e Better Call Saul), que ainda tem a vantagem de habitar uma espécie de universo expandido em rede onde se conectam diferentes séries – algo arquetipicamente aquariano.

Peixes

Daniel Holden (Aden Young, em Rectify). Vítima de uma grande injustiça, passou anos meditando na prisão, e não entende bem o que está acontecendo.

Menção especialíssima para Derek (Ricky Gervais, em Derek). Coração do tamanho do mundo, trabalha em um asilo de idosos, junto com outros marginalizados.

Por algum motivo, todas minhas indicações piscianas são de séries que amo mas pouca gente viu. Mas não, peraí. Vai ter um prêmio de melhor performance cênico-vocal pisciana, para Phoebe Buffay cantando “Smelly Cat” em Friends.

Pronto, produção, aí está: signos, séries e… gatos!

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