libra

O conhecimento libriano

O estereótipo diz que librianos são pessoas elegantes e indecisas, que gostam de agradar e de ver a gente feliz. Até que isso costuma ser verdade, mas acho que que as coisas podem ser mais interessantes que isso, e tenho uma teoria a respeito (senta que lá vem a teoria, mas por favor não entendam isso como uma pregação, é só uma distração domingueira mesmo).

Libra é o arquétipo responsável pelos relacionamentos (casamentos, parcerias, sociedades, tudo o que envolva a interação entre duas pessoas). É onde a livre ação individual ariana encontra uma reação, uma resposta, uma ressonância, fazendo emergir talentos para a negociação e a diplomacia. Mas essa concepção do libriano como um apaziguador esconde um papel mais amplo em nossa experiência do cosmos. O que equivale a dizer, em nossa experiência do carma.

O problema é que nossa concepção de ‘carma’ ficou muito associada a um sistema de compensações e recompensas, vinculado ao indivíduo. Perdeu-se seu fundamento: o de que somos manifestações de um mesmo ser, de uma mesma vida, e que, quando faço mal ou bem a alguma outra pessoa, estou fazendo mal ou bem a mim mesmo.

Teoricamente, isso é até fácil de entender. Na prática, é difícil de sentir. Porque nossas terminações nervosas têm limites claros no corpo físico, e não ‘sentimos’ o mal infringido a um outro como se estivesse atingindo nosso próprio corpo. Por exemplo, tem um episódio de Dr. House em que uma menina perde a sensibilidade para a dor em seu próprio corpo. Ela pode destruir a si mesma, e nem perceber. Nós fazemos isso o tempo inteiro.

Por outro lado, no âmbito libriano, quando o um torna-se dois, e ao mesmo tempo esse ‘dois’ é só uma outra manifestação da unidade da vida, nossas terminações nervosas se expandem, ao invés de contrair. As reações aos nossos atos passam a fazer parte deles, e exigem adequações e ajustes, porque denunciam onde é que estamos nos machucando, mesmo que seja sem querer.

Todos os signos do zodíaco sabem de algo que os outros não sabem. Eu não sei qual é o conhecimento libriano. Mas suspeito que seja o de que a felicidade de um é a felicidade do outro, que o sofrimento do outro é o sofrimento do um, e que, quando se trata de duas pessoas, é até fácil perceber que tudo é uma coisa só.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.